segunda-feira, outubro 29, 2012

Parabéns.

Parabéns, você acaba de ficar um ano mais velho.
Parabéns, as pessoas vão te abraçar e sorrir para você hoje.
Hoje é seu dia porque você nasceu, divirta-se neste dia.
Você receberá alguns presentes também.


Vou contar um segredo: - Outubro, não me traz boas lembranças.
Não ligo para idade, para sorrisos falsos e mortos de pessoas sem cor.
Quero a sinceridade de quem conduz palavras como se fossem vomitá-las.
Quero a alegria de quem realmente é feliz por eu estar aqui, vivendo,
Quero desejos das pessoas que do funda d'alma querem me ver feliz.
Não quero presentes caros, de puro capitalismo.
Quero presentes únicos e esses eu já tenho.
Os amigos mais perto.
A família mais unida.
O teu amor nos meus dias.
Então que a loucura seja plena e que os risco sejam grandes.
Desejo em dobro. Que nada o dobro não é tão bom assim.
Desejo de corpo, alma e coração.

Desejo que neste dia o mundo seja um lugar mais legal e divertido.
Que neste dia você que está cego mesmo vendo, enxergue que
a vida passa, o anos voam, as pessoas morrem.
Sua blusa favorita também vai perder a cor e pode até mudar o tamanho.
Aquele seu velho e bom all star vai deixar de servir.
Vão surgir responsabilidades e você mais cedo ou mais tarde não poderá fugir.
Isso se chama crescer, não de tamanho, já que sou mini.
Mas deixe que sua mente acompanhe o tempo de seus anos,
mas nunca, nunca deixe morrer a criança adulta que existe em você.
Eu optei por ser uma ' eterna criança'.
Optei por VIVER, AMAR, e as vezes até se ferrar.
Isso chama crescimento próprio.
Quando você para de ver as dificuldades como coisas impossíveis
e passa a vê-las como desafios diários dosados de riscos, mágoas e dor.
Por esses e outros motivos que nem sempre meu sorriso demonstra minha alma,
mas o mundo já está tão preto e branco que não vejo mal e faze-lo mais colorido.


Happy Birthday!




segunda-feira, outubro 15, 2012

São essas as breguices do amor?

O título já diz, uma cartinha de amor.

Se quiseres, agora, pare.
Algo forte me impulsiona todos os dias ao teu querer.
De manhã um café, sorrisos e esplendor.
De tarde vamos ficar a toa, ver um filme e fazer amor.
Mas a noitinha, deite-se aqui, vamos ser cama, travesseiros e cobertor.
Vem, enlaça teus braços num terno abraço protetor.
São essas as 'breguices do amor' ?  
Fazer rimas e jorrar melancolia? 
Já que por amor se é, que seja então essa maneira doce e cálida de viver os dias.
Todos os dias.
Já que por amor se é, deita aqui e conte-me sobre os seus dias.
Tudo que de tão derrepentemente se tornou independente.
Tens vivido bem, comigo, contigo? 
Independente essa forma de querer estar, um novo jeito de amar.
De amor que falo, escrevo, canto , reparo, sou mesmo assim.
Com desejos e palavras sem fim.
Como a água límpida que percorre seu caminho até a grande queda.
De límpida, minha mente as vezes não tem nada.
Certos pecados capitais, certos desejos mais carnais.
De estar perto, mais que perto. De sentir raios de sol sobre a pele quando a noite cai.
Cada segundo que transparece em mim o teu reflexo.
São essas as breguices do amor?
Talvez agora eu saiba o motivo pelo qual as pessoas casam.
Talvez a certeza seja única e os caminhos vários.
A gota de suor segue uma linha tênue, lembrando que sou um poço de
sensibilidade mas, ao mesmo tempo a profundeza que o cerca.
Deixa então o seu rosto esculpido com um sorriso em meu peito, que pela vida já foi tão dilacerado. 
Conserta cada certeza torta.
E meus beijos da manhã serão a cada novo dia seus.
Nos torna incapazes de seguir distintas.
Pois, o que te traz para mim é o mesmo que me leva até você.
Te deixo ir.
Retorne, me ame.
Quer um café?

quinta-feira, outubro 11, 2012

Quem sou?


Esse foi um dos meus primeiros textos. De muito tempo, mas seu significado continua ali, intacto.


Sou mistura dos mais duvidosos sentimentos.
Ora sou medo, ora sou coragem.
Em um momento sou amor, no outro ódio.
Sou entusiasmo, sou indiferença.
Sou chegada, sou partida.
Sou feito pássaros que sentem a liberdade ao voar.
Sou feito água em um rio, posso passar depressa sempre igual , voltando tua atenção a nostalgia.
Sou feito vento , invisível aos olhos de quem não costuma o sentir.
Sou feito abrigo, ou não.
Sou feito sorriso, ou não.
Sou feito contigo, ou não.
Posso ser o que eu quiser, se eu quiser.
Posso ser o perfume da flor que tu tocas.
Posso ser o espinho que te cortas.
Sou música que me sentes, acordes independentes.
Sou tudo que escrevo, que falo, quando falo, sou o resultado das atitudes
que tomo, e as consequências que delas provem.
Posso ser solidão ou companhia.
Posso ser melancolia ou vivência.
Descubro caminhos e as direções se perdem.
Destino, tempo, destino, tempo.
Sou a escolha que não pode ser feita.
Sou a história que foi mudada.
Sou o impulso ao mergulhar em águas congelantes.
Sou como movimento das folhas no outono.
Sou felicidade acompanhada da tristeza.
Sou um misto positivo de todas as experiências que já vivi, carregadas de
coisas que aprendi.
Aprendo por amor, aprendo pela dor.
Aprendo a esquecer , lembrando.
Aprendo a sorrir, chorando.
Contradições, contradições, tradições.Sou sensibilidade, sou rude.
Sou festa, sou quietude.
Sou cenários que por mim passaram, pessoas que comigo viveram, um pouco de cada coisa que seleta levo comigo e deixo de mim.
Sou surpresa ou exatidão.
Sou promessas não cumpridas,
Momento não vividos,
Casos esquecidos,
Caminhos percorridos,
Sonhos adormecidos.
Sou então a palavra confiada.
Momentos gravados,
Caminhos que retornam,
Sonhos que sobrevivem em meio a luta.
Sou o rosto desconhecido no espelho.
Sou a velha face que calmamente sorri.
Sou meus passos que trilham buscando direção.
Sou desejo, sou anseio.
Sou tudo, sou nada. Sou aquilo que lês e não entendes,
Sou aquilo que lês e próprio te compreendes.
Sou a interrogação do futuro com a vírgula do presente e o ponto final do
passado.
Sabes então quem sou ?
Não me perguntes.
Eu sou o Autor.

terça-feira, outubro 02, 2012

Estranha forma

Estranha forma de ser, de parecer alguma coisa.
Estranha forma de sentir, de amar e de amor.
Mas não venho por meio deste falar-te coisas e tal.
Nas entrelinhas de frases, versos e poemas.
Nas entrelinhas da vida, do seriado e do cinema,
Tudo parece fácil e de sorrisos feliz.
Mas do fácil nada se diz, só se escuta o sussurrar
Daquilo que te faz estranho, estranha forma de viver.
De parecer o que não pode ser ou ser o que não pode parecer.
Mas de minha face ainda expresso o que de meu ser a vida tornou, retornou, foi embora e jamais voltou.
As vezes sou agonia constante que me sufoco em mim, nessas horas prefiro a solidão.
Outrora sou um misto de sensações que me tomam e não consigo, transpareço e transbordo sentimentos.
Momentos. Rotina.
Me encontro a cada leve instante e me perco a cada par de dias e horas, uma estranha forma de querer sem querer.
Agora estou aqui quando na verdade queria estar distante.
As vezes, só as vezes preciso.
Então se acostume com meus medos, falhas e desejos.
Com essa minha estranha forma de ser.




sexta-feira, setembro 21, 2012

Uma xícara de lágrimas

Posso contar quantas desceram.
É necessário as vezes esvaziar o estoque, sem sorte.
Para que o brilho ressurgisse, para que a força voltasse maior.
Emaranhados os cabelos e o rosto no espelho.
De límpido e puro sorriso, de muito, pouco restou.
O suficiente, não morrer por completo.
Uma xícara de lágrimas no chá da noite, adoçada, por favor.
Por mais que tudo pareça desigual, injusto e que as vezes eu tenha uma raiva gigantesca do mundo.
A doçura me vira do avesso, me mostra que sou mais bonita por dentro.
E não adianta, vou ser sempre aquela que busca a luz.
Meus dias foscos, de sorriso meio tortos, não duram mais de três.
Três almas estarradas, três dias de pura solidão, mesmo que junto.
De tudo um pouco e tão pouco absorver o muito.
Fechar os olhos, deslizar as mãos, posso sentir o que inunda cada pensamento.
Pequenas ondas de sensações insanas.
Pequenas doses de vital energia.
Corro, não, espere. Meu pensamento percorre, corre, recorre.
Fugir não vai adiantar, adiar. Força, energia e luz.
Três, novamente três.
E para meu café da manhã, uma xícara de estímulos.
Para que eu não desvie da ideia de que tudo vai ficar bem.
Fique para almoço, farei uma refeição a base de lucidez, com amor.
Fique, do mais puro orvalho á mais profunda ferida.
Que abre e sangra.
Todos os dias, por várias horas.
Não abandonarei, não moverei montanhas.
Mas escalo, quantas eu puder. 

segunda-feira, setembro 17, 2012

Felicidade Instantânea

Instantâneo pode ser tudo aquilo que vem e passa.
Alguns dizem que a felicidade, é.
Mas qual a receita para que ela seja um vicio permanente?
Sorria, sempre.
Blá, blá e blá!
Vou começar novamente. Esta aí..
Recomeçar, todo ser humano tem a capacidade de ser feliz por poder
sempre recomeçar.
Por pior que seja sua situação ou dificuldade,abrir os olhos pode fazer bem.
Abrir, para que se enxergue além do que te mantém acorrentando sobre dias 
de acidez e turbulência.
Para o bem ou para o mal, nada dura para sempre; a não ser os estragos causados
pela falta de senso para com a vida.
Pois além de recomeçar sempre é de extrema importância que as pessoas
se permitam sentir momentos de felicidade.
O sorriso vem de brinde.
A agradável sensação de leveza, também.
Não tenha medo de mudar, não tenha medo de estar nessa estranha mutação.
De sentidos, de amor, de dor, de tudo.
Tenha medo de morrer sem saber que a essência está
em você mesmo. 
E com isso, busquemos força para que sejamos mais flor e menos espinhos.
E mesmo se formos mais noite do que dia, que o brilho de cada estrela não se apague
nos olhos de quem tudo vê e tudo sente.

domingo, agosto 26, 2012

Abismo de dor

Distante de tais, perto de iguais
O que mais vejo é displicência
Exista a paciência.
Dias iguais e meu desejo desigual
Anseio por tão mera aparição
Sua, tão sua.
Um desabafo discreto
Meu mundo desmorona
Pego carona, desviando dos destroços
Ao chão.
Destroçados sorrisos
Rostos de sangue, sangue de dor.
Dói demais esta fase da destruição.
Espero reconstruir
Por que distante, você está perto.
Perto demais.
Já posso sentir
Seus passos segurados
Por minha mão.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Traga-me uma dose de você

De todas as coisas boas que existem nesse mundo
O meu desejo é tampouco simples.
Quero todo o nosso amor para meus dias.
Adormecer com teu cheiro a invadir meu sonho,
te abraçar como se eu pudesse te colar em mim.
De todas as coisas que existem nesse mundo
Quero o máximo.
O máximo de você nos meus dias.
Acordar com gestos simples, completos, concretos.
Percorrer teu corpo com um toque suave.
Te desenho, te esculpo em meu abraço.
Nos meus braços te envolver, sentir a nossa paz.
Menina, traz mais dessa droga que me domina, vicia.
Esse gosto alucinógeno que tens amor.
Para minha carência, seus beijos.
Me desligam, acalmam, ou não.
Construiremos um castelo de composições,
diversas cores, sabores, ficam para trás desamores.
Nosso castelo terá grandes muros.
E uma torre bem alta, lá escrevei teu nome,
Gravado em pedra.
Que fique tudo que te fez chorar sem poder
e tudo que me fez deixar de viver.
Hoje vivo, revivo você.
Não estou escrevendo para ser taxada apaixonada de plantão.
Falo de amor, aquele que as pessoas dizem mudar a sua vida.
Mesmo sem querer, entender. Transparecer.
Então, se amanha meu coração parar de bater,
Por hoje, traga-me uma dose de você.




sexta-feira, agosto 03, 2012

O que está se tornando?

Muitas vezes tentamos replantar uma flor que já está na época de morrer.
Não lembro quando foi a última vez que minhas mãos estiveram enterradas ao barro, sentindo o toque úmido e a sensação de poder manusear algo sem vida.
Dentro de mim tem flor e existe o barro, sou vida e deixo morrer. 
Existe uma facilidade em florescer e a mesma ao replantar.
Começo a despertar por mim um crescimento.
Amo as pessoas e elas me fascinam.
Mas o mesmo amor me causa profundo medo.
No fim, permanecer sozinha.
Sou melancolia e solidão, mas, gosto da companhia.
Escrevo palavras tortas, distorcidas.
Uma maneira criticamente doce de ver o mundo.
Uns leem e não entendem, outros próprios compreendem.
Até se veem nas entrelinhas.
Acima dos cantos, encantos. Escrevo para esvaziar a alma e a mente.
É como carregar mil tijolos vermelhos, eu preciso disto.
Cada palavra se torna um tijolo colocado na construção da minha parede.
Parede que me separa da maldade, há muita, proteção.
Sou isto, sou aquilo.
Não consigo escrever sem falar de você também.
Um outro quem, alguém.
O que você é, o que está se tornando?
O mundo pode realmente estar acabando.
Para aqueles que fazem da ignorância, seu jantar.
Mas ainda dá tempo, de filtrar seu pensamento. 
Para que reflita em suas atitudes o velho modo de sonhar.
Acabe com o mundo, antes que ele termine com você.
Construa um você novo, antes que o mundo construa você.
Seria terrível perder mais um humano original.



quarta-feira, agosto 01, 2012

Singular, Plural e Pessoal.

Meus títulos quase nunca dizem sobre o texto. fato


Quem sou eu para julgar os seres humanos, 
Se sou eu humana sem escolha.
Já tenho dito, ignorância é falta de conhecimento.
Mas conhecimento não dá em árvores.
Ou talvez até dê.
De tudo tiramos conhecimento, respiramos aprendizagem.
Mesmo sem querer, mesmo sem poder.
Involuntário.
A maior ignorância é a pessoa que pensa que sabe tudo.
Não sabemos nada e nunca saberemos.
Mas não vamos nos conformar com o 'eu não sei e tenho raiva de quem sabe' o resto que se foda.
Cada pessoa que passa em sua vida é uma nova oportunidade de conhecer um novo mundo.
Logo, você que julga sem conhecer, perde a oportunidade de aumentar sua bagagem.
Bagagem cultural, bagagem de vivência.
Mas olha quem traduz sobre bagagem cultural, nunca nem saiu do país.
Por isso tenho como amigos secretos, os livros. 
Não estou querendo moldar aqui uma intelectual de primeira, não sou.
Não faço ou faço o que posso.
O que nos move? O que nos dá energia para querer viver todos os dias.
Obrigações, confusões?
Também busco respostas.
As vezes, mas só as vezes, também fico sem escolha.

sexta-feira, julho 27, 2012

Sinônimos, Antônimos

Nada mas contenta as pessoas.
Se está frio, se está calor.
Se faz sol está muito quente, se chove está tudo molhado.
Se o professor passa matéria é um chato, se não passa não faz nada.
Se uma pessoa sorri é retardada e não feliz.
Se chora é tachada de emotiva.
Se usa mini saia é puta, se usa saia longa é crente.
Até quando? Até quando as pessoas vão reclamar de tudo?
Estou cansando dessas pessoas. Meros figurantes.
Mas minha mãe me disse: - Tenha paciência.
Paciência só se consegue com anos de prática.
Acho que pratico desde que nasci e as vezes ainda a perco por ai.
Hoje chove, as gotas que uma á uma caem nada silenciosas são.
Ela vem lava e leva. Mesmo que você não queira, ela destrói.
Mas nunca olhe só para um lado, pode ser bom ou péssimo.
Por isso água é renovação. 
RE NOVA AÇÃO perceberam? renovação, buscar uma nova ação.
O que tem feito você em seu comodismo banal?
Não vou medir palavras, gosto de ser direta e sincera.
Isso te incomoda?
Se te incomoda, estou conseguindo o que quero.
Despertar mentes para a grande guerra que existe dentro de cada um.
Se eu conseguir que uma mente pare e pense, então já tenho
motivos para crer que nem tudo está perdido.
Existe salvação, não falo de religião.
Falo da constante busca por evolução, constante busca de você mesmo.
Mas se tudo está perfeito e você se sente satisfeito.
Descarte minhas palavras, como você descarta o lixo da cozinha.
Por que lixo de cozinha não se recicla.








quinta-feira, julho 26, 2012

Fundo de Gaveta

Hoje estou em um daqueles dias em que você escreve, escreve e nada parece ficar bom.
São palavras distorcidas, pensamentos desorganizados.
Frases deixadas no fundo da gaveta, como se uma gaveta pudesse guardar tesouros.
Somos todos gavetas, algumas com trancas, outras sem.
Gavetas que se abrem, que se fecham. Algumas são puxadas tantas vezes que se desgastam.
Algumas são salvas, com seus segredos.
Ninguém dá muita atenção para uma gaveta, afinal só estão ali para guardar.
Ninguém dá muita atenção para o ser humano, afinal só estão ali para guardar.
Mas não quero ser gaveta, penso. Antes serei as palavras no fundo delas.
Não tenho nada na cabeça hoje, mas assim mesmo meus dedos se movem sobre as letrinhas e parecem dançar. Vício estranho esse meu, querer despir minhas ideias com frases sentidas.

sexta-feira, julho 20, 2012

Uma carta aos amigos

Venho por meio desta agradecer á todas as pessoas denominadas amigos por sua paciência e dedicação.


Mas se és amigo, porque tanta formalidade?
Amigo que de formal não tem nada.
Pois o verdadeiro é aquele que chega na sua casa e conhece mais do que você.
Não digo que amizade seja vivência constante, mas sim um sentimento mútuo de doação.
Para ser amigo é preciso se doar.
Até doar sua cama, suas roupas, sua família.
Amizade folgada, atrapalhada, engraçada.
Sorrir nos momentos mas inapropriados, chorar se preciso for.
Um amigo primeiro vai rir de sua desgraça, mas não por lhe querer mal. Apenas para tentar lhe fazer sorrir também.
Cabe a ele tentar mostrar que apesar de todas as coisas ruins, o mundo ainda pode ser muito bom.
Afinal, ele sempre lhe dará a mão, os braços, as pernas. Menos a cabeça, porque melhores amigos sabem até onde podem ir.
Amizade é um bicho foda e forte.
Sobrevive á distância, ao tempo, aos desentendimentos. 
Sobrevive até quando seu melhor amigo arranja uma namorada. Ele não tem mais tempo para você e neste momento você se sente completamente trocado, traído e ele ainda vira o azeite da turma.
No entanto, a felicidade dele é tão sincera, que você se obriga a se infiltrar e participar. E seu amigo, de verdade, não se incomoda.
Espera, não se incomoda até o momento que você começa a contar " seus podres".
Mas a amizade é isso tudo e muito, mas muito mais.
Quem tem alguns poucos amigos verdadeiros, sabe que não precisa de muitos.
Mas vale quatro na porta da sua casa quando você quer ficar sozinho, do que dez em uma balada.
Então, quero agradecer aos meus poucos amigos, amigos-irmãos, amigos-bagunça, amigos-desespero, e a você que consegue ser tudo isso junto.
Juntos até o fim. Frase que se banalizou.
Mas até o fim, ainda significa : Até que a morte nos separe.
Ou o seu casamento. (risos)

quinta-feira, julho 19, 2012

Por hoje, sem dor

Por hoje não quero dor, não quero doença
Nem cura.
Por hoje quero estar exatamente onde estou.
Imóvel da forma mais hiperativa.
Por hoje quero sorrir, o grande peso já passou.
Hoje quero comemorar sozinha no meio de todos.
Sorrir sem dar explicação, me permitir.
Falar besteira e deixar que as horas percorram caminhos desconhecidos.
Horas, oras para que a pressa?
Já posso sentir o gosto que me empurra,teu abismo, minha queda.
Pare com essa mania de querer dizer  o que não sente.
Juntas podemos ir até o alto sem medo de cair.
Para tudo, você já abriu seu paraquedas hoje?
Deixe-me explicar melhor, se jogue, todos os dias, se jogue.
Uma mente não aberta é como um paraquedas sem utilidade.
É preciso abri-lo todas as manhas para que percorra 
O céu azul e as nuvens carregadas, saber manejar.
Saber levar sem muita seriedade, a vida já é algo tão sério, até me divirto.
Por falar em algo sério, 'Eu gosto de você.
Daquele jeito que cada minuto nada diz e as horas tudo contam.
As vezes até faz nascer um sorriso torto, sozinha, do nada, sem graça.
Em outras ainda, meu desejo do seu abraço é tanto que me sufoco, sozinha.
Quanta confusão, perdi o fio da meada por aqui.
Viu, é exatamente disso que falo, de se perder ao te encontrar.

                                                              Thaís Sevegnani, pela passagem do JÁ doismeses <3

quarta-feira, julho 18, 2012

Sociedade doente, tem cura?

O pior é que faço parte desta doença, todos fazemos.
Ferimos sem medir o tamanho da cicatriz que irá ficar. 
Nos apegamos a coisas tão banais e no final tudo vira lixo.
Um grande mar de recicláveis, deviam reciclar as pessoas e suas mentes.
É, deveriam.
Anos de renovação virão e sou convicta ao escrever que precisamos evoluir, constantemente.
Tem muita inteligência navegando sem direção. Sem um cais certo, sem farol a iluminar suas idéias. E é neste instante que elas se perdem.
E não precisamos de idéias perdidas, queremos construir.
Destruir.
Destruir todos os muros que nos cercam. Tudo aquilo que não se compreende, mas se vê.
Destruir tabus e esmagar teorias.
Afinal para que nascemos?
Eu quero criar confusão, dentro de você e de mim.
Quero questionar e não aceitar.
Tento fazer minha parte, minha arte.
Geração atrofiada, confiada.
Vocês não percebem?
Suas mãos podem mover o mundo e segurar felicidade.
Estou segurando a minha. Firme.
E você já parou para pensar o que fazer?
Escrevo, pare. 
                                
                                                                           Thaís Sevegnani.


                            

terça-feira, julho 17, 2012

Posso matar sua esperança?

Uma espécie, alguns homens não passam disso. Digo, não por ser perfeita, há falhas. 
Mas por ver a imperfeição sendo aplaudida todos os dias.
Quando as pessoas acordam e bebem seu café, comem torradas, frutas e outras preferem desgosto.
Cadê a vontade de ser alguém melhor? Simples, engolem junto com seu alimento e no fim vai tudo para o mesmo lugar.
Mas o pior é quem possui o que o outro não tem e mesmo assim jorram palavras de sua boca.
Para esse eu desejo, vai sofrer filho de uma mãe guerreira que te pôs no mundo na esperança de você ser alguém como alguém. Por que uma pessoa não pode ser ela mesma, não nos dias de hoje.
Ou pode, mas não com todos.
Sobre esperança, digo mate-a. Enterre ela em um lugar secreto, jogue-a longe, chute como se fosse sumir.
A esperança nada mas é do que a espera em algo. Que pode nunca vir á chegar, então mas fácil seria se as pessoas dissessem vá em frente e realize, ou ainda, esqueça porque ele está morto e não vai mas voltar. 
Do que iludir alguém dizendo: Tenha esperança, ela é a última que morre.
Pois já matei a minha e fazem anos.
Mato a sua, se quiser.
Não me venha com essa de que o mundo é como os contos de fadas.
Pois não vivi muito, mas o suficiente para saber que nasci na época onde poucos lutam, muitos falam, alguns amam e todos morrem.


                                                                Thaís Sevegnani