segunda-feira, outubro 15, 2012

São essas as breguices do amor?

O título já diz, uma cartinha de amor.

Se quiseres, agora, pare.
Algo forte me impulsiona todos os dias ao teu querer.
De manhã um café, sorrisos e esplendor.
De tarde vamos ficar a toa, ver um filme e fazer amor.
Mas a noitinha, deite-se aqui, vamos ser cama, travesseiros e cobertor.
Vem, enlaça teus braços num terno abraço protetor.
São essas as 'breguices do amor' ?  
Fazer rimas e jorrar melancolia? 
Já que por amor se é, que seja então essa maneira doce e cálida de viver os dias.
Todos os dias.
Já que por amor se é, deita aqui e conte-me sobre os seus dias.
Tudo que de tão derrepentemente se tornou independente.
Tens vivido bem, comigo, contigo? 
Independente essa forma de querer estar, um novo jeito de amar.
De amor que falo, escrevo, canto , reparo, sou mesmo assim.
Com desejos e palavras sem fim.
Como a água límpida que percorre seu caminho até a grande queda.
De límpida, minha mente as vezes não tem nada.
Certos pecados capitais, certos desejos mais carnais.
De estar perto, mais que perto. De sentir raios de sol sobre a pele quando a noite cai.
Cada segundo que transparece em mim o teu reflexo.
São essas as breguices do amor?
Talvez agora eu saiba o motivo pelo qual as pessoas casam.
Talvez a certeza seja única e os caminhos vários.
A gota de suor segue uma linha tênue, lembrando que sou um poço de
sensibilidade mas, ao mesmo tempo a profundeza que o cerca.
Deixa então o seu rosto esculpido com um sorriso em meu peito, que pela vida já foi tão dilacerado. 
Conserta cada certeza torta.
E meus beijos da manhã serão a cada novo dia seus.
Nos torna incapazes de seguir distintas.
Pois, o que te traz para mim é o mesmo que me leva até você.
Te deixo ir.
Retorne, me ame.
Quer um café?

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