Não lembro quando foi a última vez que minhas mãos estiveram enterradas ao barro, sentindo o toque úmido e a sensação de poder manusear algo sem vida.
Dentro de mim tem flor e existe o barro, sou vida e deixo morrer.
Existe uma facilidade em florescer e a mesma ao replantar.
Começo a despertar por mim um crescimento.
Amo as pessoas e elas me fascinam.
Mas o mesmo amor me causa profundo medo.
No fim, permanecer sozinha.
Sou melancolia e solidão, mas, gosto da companhia.
Escrevo palavras tortas, distorcidas.
Uma maneira criticamente doce de ver o mundo.
Uns leem e não entendem, outros próprios compreendem.
Até se veem nas entrelinhas.
Acima dos cantos, encantos. Escrevo para esvaziar a alma e a mente.
É como carregar mil tijolos vermelhos, eu preciso disto.
Cada palavra se torna um tijolo colocado na construção da minha parede.
Parede que me separa da maldade, há muita, proteção.
Sou isto, sou aquilo.
Não consigo escrever sem falar de você também.
Um outro quem, alguém.
O que você é, o que está se tornando?
O mundo pode realmente estar acabando.
Para aqueles que fazem da ignorância, seu jantar.
Mas ainda dá tempo, de filtrar seu pensamento.
Para que reflita em suas atitudes o velho modo de sonhar.
Acabe com o mundo, antes que ele termine com você.
Construa um você novo, antes que o mundo construa você.
Seria terrível perder mais um humano original.
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