domingo, agosto 26, 2012

Abismo de dor

Distante de tais, perto de iguais
O que mais vejo é displicência
Exista a paciência.
Dias iguais e meu desejo desigual
Anseio por tão mera aparição
Sua, tão sua.
Um desabafo discreto
Meu mundo desmorona
Pego carona, desviando dos destroços
Ao chão.
Destroçados sorrisos
Rostos de sangue, sangue de dor.
Dói demais esta fase da destruição.
Espero reconstruir
Por que distante, você está perto.
Perto demais.
Já posso sentir
Seus passos segurados
Por minha mão.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Traga-me uma dose de você

De todas as coisas boas que existem nesse mundo
O meu desejo é tampouco simples.
Quero todo o nosso amor para meus dias.
Adormecer com teu cheiro a invadir meu sonho,
te abraçar como se eu pudesse te colar em mim.
De todas as coisas que existem nesse mundo
Quero o máximo.
O máximo de você nos meus dias.
Acordar com gestos simples, completos, concretos.
Percorrer teu corpo com um toque suave.
Te desenho, te esculpo em meu abraço.
Nos meus braços te envolver, sentir a nossa paz.
Menina, traz mais dessa droga que me domina, vicia.
Esse gosto alucinógeno que tens amor.
Para minha carência, seus beijos.
Me desligam, acalmam, ou não.
Construiremos um castelo de composições,
diversas cores, sabores, ficam para trás desamores.
Nosso castelo terá grandes muros.
E uma torre bem alta, lá escrevei teu nome,
Gravado em pedra.
Que fique tudo que te fez chorar sem poder
e tudo que me fez deixar de viver.
Hoje vivo, revivo você.
Não estou escrevendo para ser taxada apaixonada de plantão.
Falo de amor, aquele que as pessoas dizem mudar a sua vida.
Mesmo sem querer, entender. Transparecer.
Então, se amanha meu coração parar de bater,
Por hoje, traga-me uma dose de você.




sexta-feira, agosto 03, 2012

O que está se tornando?

Muitas vezes tentamos replantar uma flor que já está na época de morrer.
Não lembro quando foi a última vez que minhas mãos estiveram enterradas ao barro, sentindo o toque úmido e a sensação de poder manusear algo sem vida.
Dentro de mim tem flor e existe o barro, sou vida e deixo morrer. 
Existe uma facilidade em florescer e a mesma ao replantar.
Começo a despertar por mim um crescimento.
Amo as pessoas e elas me fascinam.
Mas o mesmo amor me causa profundo medo.
No fim, permanecer sozinha.
Sou melancolia e solidão, mas, gosto da companhia.
Escrevo palavras tortas, distorcidas.
Uma maneira criticamente doce de ver o mundo.
Uns leem e não entendem, outros próprios compreendem.
Até se veem nas entrelinhas.
Acima dos cantos, encantos. Escrevo para esvaziar a alma e a mente.
É como carregar mil tijolos vermelhos, eu preciso disto.
Cada palavra se torna um tijolo colocado na construção da minha parede.
Parede que me separa da maldade, há muita, proteção.
Sou isto, sou aquilo.
Não consigo escrever sem falar de você também.
Um outro quem, alguém.
O que você é, o que está se tornando?
O mundo pode realmente estar acabando.
Para aqueles que fazem da ignorância, seu jantar.
Mas ainda dá tempo, de filtrar seu pensamento. 
Para que reflita em suas atitudes o velho modo de sonhar.
Acabe com o mundo, antes que ele termine com você.
Construa um você novo, antes que o mundo construa você.
Seria terrível perder mais um humano original.



quarta-feira, agosto 01, 2012

Singular, Plural e Pessoal.

Meus títulos quase nunca dizem sobre o texto. fato


Quem sou eu para julgar os seres humanos, 
Se sou eu humana sem escolha.
Já tenho dito, ignorância é falta de conhecimento.
Mas conhecimento não dá em árvores.
Ou talvez até dê.
De tudo tiramos conhecimento, respiramos aprendizagem.
Mesmo sem querer, mesmo sem poder.
Involuntário.
A maior ignorância é a pessoa que pensa que sabe tudo.
Não sabemos nada e nunca saberemos.
Mas não vamos nos conformar com o 'eu não sei e tenho raiva de quem sabe' o resto que se foda.
Cada pessoa que passa em sua vida é uma nova oportunidade de conhecer um novo mundo.
Logo, você que julga sem conhecer, perde a oportunidade de aumentar sua bagagem.
Bagagem cultural, bagagem de vivência.
Mas olha quem traduz sobre bagagem cultural, nunca nem saiu do país.
Por isso tenho como amigos secretos, os livros. 
Não estou querendo moldar aqui uma intelectual de primeira, não sou.
Não faço ou faço o que posso.
O que nos move? O que nos dá energia para querer viver todos os dias.
Obrigações, confusões?
Também busco respostas.
As vezes, mas só as vezes, também fico sem escolha.